Atualidade
Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) vão estudar a importância do microbioma intestinal no desenvolvimento e progressão das doenças do intestino com o objetivo de encontrar novas terapias.
A falta de formação de algumas especialidades médicas, incluindo gastrenterologistas, em temas relacionados com alimentação e nutrição, motivou a elaboração das guidelines " Diet and the Gut" pela Equipa de Revisão do Desenvolvimento das Diretrizes da Organização Mundial de Gastrenterologia constituída por peritos no tema, bem como peritos convidados, incluindo nutricionistas, farmacêuticos e médicos de cuidados de saúde primários. Nestas guidelines são detalhadas recomendações baseadas na modulação alimentar na prevenção e tratamento de doenças intestinais.
Foi identificada uma espécie de bactéria derivada de dadores de transplante de microbiota fecal com uma correlação com a resposta terapêutica em doentes recetores com colite ulcerosa (CU). Segundo os investigadores, a odoribacter splanchnicus confere proteção metabólica e imunitária das células contra a colite. Estes resultados podem ser utilizados para aumentar a eficácia das terapias microbianas para a CU.
O carcinoma hepatocelular (CHC), o cancro primário do fígado mais prevalente, é único devido à estreita relação entre o seu prognóstico e o tratamento com a gravidade da doença hepática crónica subjacente. No sentido de informar e aconselhar os clínicos sobre as opções para a primeira linha terapêutica e para definir a segunda linha, o Painel de Revisão Técnica da Associação Americana de Gastrenterologia concordou em 11 recomendações centradas na terapêutica sistémica para CHC.
Por todo o mundo, em março, assinala-se o Mês de Luta Contra o Cancro do Intestino, principal causa de morte por cancro em Portugal. “Seja Pontual, principalmente com a sua Saúde” é a mensagem que a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) pretende destacar numa campanha nacional que apela à pontualidade dos portugueses para a prevenção, através da deteção precoce por colonoscopia, a partir dos 45 anos.
A Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo (Europacolon Portugal) advertiu para os atrasos nas colonoscopias, superiores a oito meses, a pessoas com testes positivos para sangue nas fezes, acrescentando que há doentes a chegar às urgências e que seguem depois para os Cuidados Paliativos.
Uma equipa de cientistas, que inclui a portuguesa Dr.ª Paula Salgado, descobriu que a superbactéria clostridium difficile, que infeta o intestino, tem uma camada compacta de proteínas que propicia a sua resistência a antibióticos.
O Hospital Garcia de Orta (HGO) vai realizar consultas descentralizadas de hepatites, a partir de 3 de março de 2022, em articulação com o Grupo de Ativistas em Tratamentos (GAT), no Centro Integrado de Respostas de Saúde e Sociais (CIRSS), localizado na Freguesia do Laranjeiro, em Almada.
Desde 2017, pessoas com doença de Crohn ou colite ulcerosa perderam o acesso a tratamentos especiais de forma comparticipada nos hospitais privados. A Prof.ª Doutora Marília Cravo afirma que se trata de uma "descriminação" por parte do Governo a este grupo de doentes, comparando ao cenário de outras especialidades.
A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG). no âmbito de uma campanha de sensibilização sobre o impacto dos antibióticos na microbiota intestinal e na saúde digestiva em geral, deixou o alerta de que a utilização inadequada e recorrente a antibióticos pode ter efeitos muito negativos no nosso organismo a curto e a longo prazo, em particular na microbiota intestinal.


